terça-feira, 11 de setembro de 2012

Cruz Diez: cor no espaço e no tempo



A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição Carlos Cruz-Diez: A cor no espaço e no tempo, com cerca de 150 obras, entre pinturas, gravuras, ambientes cromáticos, desenhos e vídeo. Há mais de cinco décadas, Carlos Cruz-Diez (Venezuela, Caracas, 1923) vem pesquisando ativamente as origens e a ótica das cores. Sua extensa obra inclui estruturas não-convencionais de cor, ambientes de luz, intervenções em via pública, projetos de integração arquitetônica e trabalhos experimentais que engajam a resposta do olho humano enquanto insistem na natureza participativa da cor.

A exposição apresentada na Pinacoteca do Estado refaz a trajetória do artista, desde suas pinturas figurativas a óleo, raramente vistas, realizadas quando Cruz-Diez ainda era um estudante (1940), até explorações plenas de cor em movimento (2000). Entre os trabalhos apresentados na mostra está a série cores físicas - que consiste em uma sequência de linhas coloridas alinhadas verticalmente e de filtros refletores que são modificados conforme o ângulo da luz ambiente e da posição do observador, projetando, assim, a cor no espaço e criando um efeito que evolui continuamente, dependendo do deslocamento do observador. Cerca de 50 Fisicromias serão expostas pela primeira vez, revelando os oito estágios que marcam a evolução conceitual e tecnológica da série.


A natureza instável das cores oferece o ponto de partida para as investigações cromáticas de Cruz-Diez. Para ele, a cor não é um pigmento depositado sobre uma superfície sólida, mas uma “situação” que resulta da projeção de luz sobre objetos e da maneira como essa luz é processada pelo olho humano. Na medida em que a cor depende do deslocamento do observador diante da obra, ela cria uma experiência participativa e interativa no espaço e no tempo. “Geralmente considerada no contexto da arte cinética, a importância da grande obra que Cruz-Diez produziu desde a década de 1950 vai além das questões de movimento, vibração e pura retinalidade. Desde o início, Cruz-Diez concentrou sua pesquisa e seus experimentos em uma questão crítica: a investigação da cor como um organismo vivo em constante estado de transformação. Esta exposição tem por objetivo mostrar suas conquistas inéditas e radicais nesta área,” afirma a curadora Mari Carmen Ramirez.




A mostra Carlos Cruz-Diez: cor no espaço e no tempo traz uma seleção de obras que pertencem ao acervo da Cruz-Diez Foundation no MFAH (Museum of Fine Arts Houston) e ao Atelier Cruz-Diez em Paris e no Panamá, além de coleções públicas e particulares na Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e nos Estados Unidos.


Cruz-Diez: cor no espaço e no tempo
Data: até 23 de setembro.
Horário: de terça a domingo das 10h às 18h.
Preço: R$ 6,00; grátis aos sábados; crianças até 10 anos e idosos não pagam.
Local: Pinacoteca do Estado.
End.: Praça da Luz, s/nº - Luz, São Paulo
Tel.: (11) 3324-1000.

domingo, 9 de setembro de 2012

Gravuras de Lasar Segall - Exposição no Maes, em Vitória

Mostra é aberta ao público, com entrada gratuita. 


Obra "Mãe Morta"- Gravura criada por Segall
O talento do pintor lituano/brasileiro Lasar Segall contempla mais uma exposição que chega ao Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (Maes), em Vitória, denominada “A Gravura de Lasar Segall: Poesia da Linha e do Corte”. Aberta ao público, a mostra poderá ser visitada até o dia 28 de outubro, com entrada gratuita. A exposição conta também com obras de artistas convidados do Espírito Santo. 

As gravuras apresentadas nessa exposição datam entre 1913 e 1930, frutos da mente criativa do artista. Segall reproduzia as gravuras em formas chapadas e também com muitos contrastes entre o preto e o branco. 

Ainda durante a mostra serão exibidos, no auditório do MAES, vídeos sobre o contexto histórico cultural de Lasar Segall, seu trabalho e as técnicas costumava utilizar. 

Exposição: “A Gravura de Lasar Segall: Poesia da Linha e do Corte”
Local: Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES)
Horários de visitação: terças, quintas e sextas: 10h às 18h
Quartas: 10h às 21h
Sábados, domingos e feriados: 10h às 17h
Data: de 10 de agosto a 28 de outubro de 2012
Entrada Gratuita
Visitas agendadas: http://museudeartes.wordpress.com/
Informações: (27) 3132-8390 

Lasar Segall (Vilnius, 21 de julho de 1891 — São Paulo, 2 de agosto de 1957) foi um pintor, escultor e gravurista judeu brasileiro nascido na Lituânia. O trabalho de Segall tem influências do impressionismo, expressionismo e modernismo. Seus temas mais significativos foram representações pictóricas do sofrimento humano: a guerra, a perseguição e a prostituição. 

No ano de 1923, Lasar Segall mudou-se definitivamente para o Brasil. Já era um artista conhecido. Contudo, foi aqui que, segundo suas próprias palavras, sua arte ficou como o "milagre da luz e da cor". Foi um dos primeiros artistas modernistas a expor no Brasil.

Lasar Segall - Progrom                                                              Lasar - Interior de Indigentes
Lasar Segall - Navio de Emigrantes                                        Lasar Segall - A Família Enferma
Lasar Segall - Aldeia Russa                                                                 Lasar Segall - Bananal

sábado, 8 de setembro de 2012

Príncipe Harry e seus berloques reais

A última moda e como usar
por LULA RODRIGUES publicado no site globo.com









Agora que a poeira parece ter baixado, este blog bota a boca no mundo contando a nossa versão sobre a nudez do nosso príncipe favorito. Com todo o respeito à todos os tipos de mídia, que alardearam o aristocrata pelado, HRH Harry, na contramão da parabóla "A roupa Nova do Rei", estava heroicamente vestindo seus - ao que tudo indica - inseparáveis, berloques.

Acima, na foto da direita, detalhe da que causou escândalo, com esforço e lupa, os penduricalhos podem ser distinguidos. Já na da esquerda, podemos ver pulseiras nos dois punhos e o cordão no pescoço real. Abaixo, as jóias plebeias do príncipe clicadas há mais ou menos um ano.


A onda das jóias masculinas há algum tempo vem querendo emplacar. De 2010, para cá, a febre dos berloques sutis, aos poucos toma conta do mundinho dos homens. Certamente o endosso de HRH Harry, colabora com isso. 




Em dia com seu corpão ele dá mostras de que vive o seu tempo. E, o mais bacana, a seu modo blasé aristocrático, que nos encanta mais ainda, cumpre todos os protocolos, mas sempre que pode, os transgride. Mas, na hora H de assumir o seu papel de príncipe, o faz como manda o figurino. No começo do ano, para receber o trofeu como um dos homens mais elegantes da Inglaterra, em 2011, atacou de terno feito no alfaiate da família, em Saville Row, deixando as "joias plebéias", na gaveta.



As joias discretas, preciosas ou não, que aqui chamamos simplesmente de "berloques", estão sendo "the talk of the town" (o babado) no universo corporativo e também no meio dos jovens antenados que leem a Nylon Guys . A revista já sinalizou a onda desde o ano passado. Na matéria "Encare a onda das bermudas", a Coordenadora do Caderno Ela, Melina Dalboni, mostrou versões nacionais.

Certamente a foto do HRH Harry de t-shirt e na possante moto, incentivou uma galera jovem. Ligada no seu tempo, a grife de jóias Vivara lançou "berloques (jóias de verdade) deluxe", em materiais nobres, como podemos ver abaixo.





Além de aparecerem também em editoriais das melhores revistas, as discertas puseirinhas finas (algumas bem caras) e penduricalhos como cordões, já tem passe livre em escritórios. As criações de Luis Morais, se destacam no site de vendas "Mr Porter", minha leitura de todos os dias. Os preços variam de US$ 800 a US$ 2400. Uma nova descoberta: o portal, Bazouk.com, que tem uma selação bacanissima de abotoaduras. O diretor criativo deles, me segue no Twitter e já conhece este blog, no Ela Digital. Abaixo, os berloques de Morais.



"SERVIÇO": como usar "berloques deluxe" no escritório?

1- Devem ser discretos, quase imperceptíveis. Como as meias de Paul Smith, devem chamar a atenção apenas dos que se ligam em detalhes.




2 - Não podem competir com relógios ou abotoaduras. "Less is more" domina a estética dos verdadeiros "berloques deluxe".



3 - Se você for um colecionador e possuir variedade, combine com tons de gravata, mas seja sutil. Um berloque por mais luxuoso que seja não pode concorrer com seu relógio "Panerai".



4 - Depois que o rapper, produtor e milionário Jay Z, emplacou seu posto vitalício de "Man of the Year", na revista GQ, e o produtor Pharell Williams, adotou cardigan combinando com camisas sociais caras e gravatas idem, da Louis Vuitton, as peças "bling bling" (jóias tradicionais do hip hop), deram lugar às aboatoaduras e prendedores de gravata, caros.

As do Mr Z, combinam com a discrição de seus ternos impecáveis. O moço tem suas medidas no atelier "custom made" de Richard James, em Londres, assim como Jude Law e Bryan Ferry.

Portanto maximalistas do universo street, se liguem no que está sendo chamado de "high street" ou melhor, "urban". Entrem na onda minimalista, mas esqueçam dos prendedores de gravata. #Odeio, acho cafona, "tacky". Mas isso é pessoal. Não tem gente que odeia jiló? Pois é, eu adoro. Pronto!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Curiosity - Há Vida no Planeta Marte?



No dia 26 de novembro do ano passado, após dez anos de trabalho e a um custo de 2,5 bilhões de dólares, a NASA enviou a Marte um Jeep-Robô, sugestivamente chamado “Curiosity”. Objetivo da missão: verificar se há, ou se houve, vida no “planeta vermelho”. Com uma velocidade média de 9.000 quilômetros por hora, a nave demorou 262 dias para percorrer os 56,7 milhões de quilômetros que separam a Terra de Marte.

O Curiosity foi projetado para avaliar se Marte já teve um ambiente capaz de sustentar formas de vida mesmo que microscópicas. Em outras palavras, a sua missão é determinar "habitabilidade” do planeta. Para descobrir, o veículo transporta o mais avançado complexo de instrumentos para estudos científicos já enviados à superfície marciana. 

O chamado “Mars Science Laboratory” conta com enormes inovações tecnológicas, especialmente para pouso. A nave desceu em um pára-quedas e, em seguida, durante os segundos finais antes do desembarque, baixou o veículo na posição vertical sobre uma corda para a superfície, como uma grua (veja o vídeo de animação no final). 

Agora na superfície, o veículo de 3 metros de comprimento e 900 quilos, é capaz de passar por cima de obstáculos de até 75 cm de altura e viajar até 90 metros por hora num ambiente com temperaturas que vão de 30°C a -128,8°C. O clima marciano é um bocado diferente do nosso. Para comparação, a temperatura natural mais baixa já registrada na Terra foi de -89°C, na Antártida. Para lidar com isso, o Curiosity carrega um sistema de energia nuclear capaz de dar à missão uma vida útil de operação de um ano marciano completo (687 dias). 

Imagem registrada pela câmera
Todo mundo quer ver imagens de Marte e, por isso, não podem faltar dispositivos capazes de capturar essas imagens exclusivas para nós. No total, a sonda Curiosity possui 17 câmeras fotográficas, incluindo uma capaz de produzir vídeos, além de possibilitar fotografias panorâmicas de 360°. Além disso, mais quatro câmeras acopladas nos cantos da sonda ajudam o equipamento a montar um mapa tridimensional dos obstáculos do planeta, para poder contorná-los ao se locomover.

O robô já ganhou um perfil na rede social Facebook e outro no Twitter, onde a equipe da NASA publica as novidades da missão como se fosse o próprio Curiosity relatando a aventura na primeira pessoa. No Facebook, Curiosity escreveu: “Atenção! Meu mastro acionou perfeitamente. Estou dando uma olhada em volta, registrando umas imagens como essa da minha sombra”




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Disco--> Convida:

Vogue Brasil & Shopping Cidade Jardim--> Convidam:

JOHN JOHN--> Convida:

Wikipédia em papel?

Wikipédia é um projeto de enciclopédia multilíngue livre baseado na web, colaborativo e apoiado pela organização sem fins lucrativos Wikimedia Foundation. Seus 19 milhões de artigos (750 903 em português em 19 de agosto de 2012) foram escritos de forma colaborativa por voluntários ao redor do mundo e quase todos os seus verbetes podem ser editados por qualquer pessoa com acesso ao site. Em maio de 2011 havia edições da Wikipédia em 281 idiomas. A Wikipédia foi lançada em 15 de janeiro de 2001 por Jimmy Wales e Larry Sanger e tornou-se a maior e mais popular obra de referência geral na Internet. A Wikipédia é uma ferramenta de pesquisa amplamente utilizada por estudantes e tem influenciado o trabalho de publicitários, pedagogos, sociólogos e jornalistas, que usam seu material mesmo que nem sempre citem suas fontes.

O nome Wikipédia foi criado por Larry Sanger e é uma combinação da palavra havaiana wiki (que significa "rápido") e enciclopédia.
O fotógrafo londrino Rob Matthews, não sei por que razão, resolveu imprimiu a Wikipedia e o resultado foi este 'livrinho'... para aqueles que adoram ter o cheiro e o tato do papel...




segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II


Exposição em comemoração ao jubileu da rainha Elizabeth II vai até 2013

Sua Alteza Real a Rainha (Her Royal Highness The Queen) Elizabeth II comemorou seu jubileu de prata (25 anos) em 1977 e seu jubileu de ouro (50 anos) em 2002.

E no ano em que comemora o jubileu de diamante, 60 anos de sua coroação, a rainha Elizabeth II está expondo as suas fabulosas jóias nos salões do Palácio de Buckingham. É a oportunidade que tem o público de ver de perto peças de valor inestimável usadas por monarcas britânicos ao longo dos séculos. De coroas cobertas de brilhantes a broches feitos a partir do maior diamante já encontrado no mundo, elas trazem incrustadas histórias e tradições.
Os visitantes poderão ver a inédita exibição de várias joias pessoais da rainha — desde aquelas herdadas por Sua Majestade até as que foram adquiridas durante seu reinado.

Elizabeth II, também chamada Isabel II, coroada em 6 de fevereiro de 1952, logo após a morte de seu pai, Rei George VI é a mais velha monarca britânica de todos os tempos. O recorde pertencia à rainha Vitória, que viveu 81 anos, sete meses e 29 dias, vindo a falecer em 1901; um marco que a sua tri-neta alcançou no dia 20 de dezembro de 2007. Para superar sua trisavó, Vitória, no recorde do mais longo reinado, terá de reinar mais 1107 dias, até 9 de setembro de 2015.

Broche e colar feitos com o maior diamante já encontrado, o Cullinan
Na primeira imagem, vemos a tiara "Girls of Great Britain" e o colar e brincos que Elizabeth usou na cerimónia da sua subida ao trono, no dia 2 de junho de 1953. A tiara foi um presente de casamento da rainha Maria, quando do seu casamento com o Duque de Edimburgo em 1947. O colar e os brincos foram criados para a rainha Victoria em 1857.
À esquerda, a coroa de diamantes da rainha Victoria; à direita, a tiara "The Girls of Great Britain" 
O colar e brincos de fantásticas águas marinhas foram um presente do presidente e do povo brasileiro na coroação de Elizabeth II, em 1953. Posteriormente foi também oferecida à rainha uma pulseira para complementar o conjunto, que a soberana decidiu completar encomendando ela própria, a fantástica tiara. O conjunto rapidamente se transformou num dos favoritos da soberana.
Um presente do governo sul-africano no 21º aniversário da rainha, o espetacular conjunto de colar e pulseira de enormes diamantes. A rainha refere-se a eles habitualmente como "os meus melhores diamantes". 
A tiara Fringe é uma das preferidas da soberana britânica. Foi escolhida por Elizabeth II para o seu casamento em 1947 com Felipe de Edimburgo. A princesa Ana, também subiu ao altar usando a preciosa tiara, no dia do seu casamento, em 1973 com o capitão Mark Phillips. A tiara é composta por 60 barras verticais que formam um sol perfeito e foi criada em 1830.

domingo, 2 de setembro de 2012

Óleo de Canola - Um Clássico Exemplo de Fraude Alimentar



Você lembra da margarina? Ela foi e ainda é apresentada como mais saudável que a manteiga.
Eu já vi sites renomados dizendo que devemos trocar a manteiga pela margarina que é mais saudável.
E o pior é que muita gente ainda acredita nisso!

Comer margarina é tão saudável quanto comer plástico derretido...A única diferença é o preço. A margarina é mais barata que plástico, mas o resultado é o mesmo.


Mas no momento não vou falar sobre a margarina, que é um veneno, mas sobre o Óleo de Canola, que está indo no mesmo rumo da margarina.
Você pode até não comprar o óleo achando que está se livrando dele, mas acaba consumindo-o em outros alimentos processados.

Antes de mais nada, o que é o Óleo de Canola?

Vamos iniciar nosso estudo pela origem do óleo. Para tanto, vamos buscar na natureza a planta canola, a linda flor amarela estampada nos rótulos… que não existe. Canola não é uma planta: é um nome comercial. É a sigla de Canadian Oil Low Acid. O tal óleo era processado e exportado principalmente pelo Canadá. Para que esse óleo fosse classificado como GRAS pela tão aclamada FDA, o governo canadense deu a ela...uma "graninha", diga-se de passagem um graninha bem alta.
GRAS significa Generally Recognized As Safe, ou seja, Geralmente Reconhecido como Seguro.

Com essa classificação, o óleo pôde ser produzido sem maiores problemas durante um bom tempo e sem precisar passar por testes de segurança. É como já havia postado: quando o dinheiro é mais importante que tudo, dane-se o resto...

Esse óleo é retirado de uma planta chamada Colza ou Couve-Nabiça, que é a mesma coisa. A colza era produzida pelo Canadá, tanto o plantio quanto colheita.
A Colza é uma planta barata, cresce bem e tem uma resistência natural a ataques de insetos. A extração do seu óleo e processamento é bem mais barato que outros óleos que são realmente saudáveis, como o azeite de oliva, por exemplo.

Essa planta tem um ácido extremamente tóxico chamado chamado ácido erúcico. Bom, com um nome desse não podia ser lá boa coisa.
Foi então desenvolvido um híbrido dessa planta com baixos teores de ácido erúcico. O óleo foi então originalmente chamado de "lear oil", ou seja um óleo com baixo teor de ácido erúcico.

O óleo de colza é tão tóxico que nem insetos ou animais o ingerem. Caramba... Será que eles leram este artigo? Mas, vamos em frente...
O óleo de colza foi inicialmente usado como um óleo industrial. Olha que beleza! Para quem trocou a manteiga por margarina, agora tem um ótimo acompanhamento: nada como consumir plástico derretido com um bom óleo industrial...

Mas para que esse óleo fosse vendido para consumo ele teve que mudar de nome, é claro. Daí o nome de Canola. O ano do batismo foi 1988.

A colza foi modificada geneticamente para resistir a altas doses de herbicidas como o Roundup da Monsanto. Além da planta que tem um elemento de OGM imprevisível, o óleo é aquecido a mais de 300 graus, como parte de um processo para remover o odor extremamente desagradável. OGM é a sigla de Organismos Geneticamente Modificados. São vários os processos como degomagem, acidulação em lote, branqueamento, desinfecção, métodos de extração com solventes químicos, e prensagem de bagaço a altas temperaturas.

O Óleo de Canola é monoinsaturado o que faz com ele seja facilmente comparado aos óleos saudáveis.
Já ouvi gente dizendo: "Está vendo??? É um óleo bom!!! É um óleo monoinsaturado! É tão bom quanto o azeite de oliva extravirgem!"
Nessas horas eu tenho que contar até 10... respirar fundo e engolir uma boa resposta!!!
Falando educadamente, o Óleo de Canola pode até ser monoinsaturado, mas querer compará-lo com o azeite de oliva extravirgem... é o mesmo que comparar o Bin Laden com Mahatma Gandhi, afinal... os dois são homens!!! Certo??

O azeite de oliva extravirgem não é processado, não contém ácidos graxos trans e nem OGM. 

E eis que vieram alguns testes independentes...

Um dos primeiros testes foi alimentar alguns leitões com comida que continham o Óleo de Canola.
A coisa ficou feia. Houve uma redução drástica nos níveis de vitamina E. Niveis baixíssimos a ponto de fazer esses leitões virarem bacon...
Além dessas redução de vitamina E, as plaquetas desses leitões ficaram extremamente pegajosas impedindo o fluxo sanguíneo. E é esse óleo que dizem ser bom para o coração??? Tô fora!!

O melhor que se pode falar do Óleo de Canola é que não se trata de uma opção saudável.
Quer um conselho? Esquece esse óleo... tem muita coisa boa para usar no lugar dele. Experimente o azeite de oliva extravirgem ou ainda, o óleo de coco. Sua saúde vai agradecer! 

Um artigo de Alberto Schläpfer

sábado, 1 de setembro de 2012

Histórias secretas de Playboy: o dia em que Pelé foi, pessoalmente, recolher todas as fotos de Xuxa

O premiado jornalista Ricardo Setti foi diretor de redação de "Playboy" de 1994 a 1999, um período muito rico, que deu resultados muito positivos para a Editora Abril e rendeu muitas histórias que ele nunca contou. Pois bem, recentemente, resolveu divulgar as “histórias secretas” da revista Playboy no seu blog http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti. O texto que segue foi inteiramente baseado  no seu blog.

Xuxa abraçando Pelé nos bons tempos:
 namoro foi de 1981 a 1986

De repente, ali estava ele: o sorriso planetariamente conhecido, o topete típico, inimitável, metido dentro de um estranho traje entre o terno e um conjunto esportivo, com calças e uma espécie de paletó ou casaco sem gola e do mesmo material: couro macio azul. No mais, uma camiseta cinza clara também sem gola, sapatos pretos reluzentes, um relógio vistoso no pulso esquerdo. 

O Rei, o Atleta do Século, o mago, o mito. O homem mais famoso do mundo, Pelé, acabara de chegar a uma sala no 6º andar da na época sede da Editora Abril, na Avenida Marginal do Tietê, em São Paulo, naquela tarde de um dia de um determinado mês, provavelmente maio, de 1985.

A missão do Rei: recolher todas as fotos de Xuxa nua

Pelé abrira espaço na sua movimentadíssima agenda para uma missão de caráter pessoal: recolher, ele mesmo, todos os cromos (slides) e negativos de todas as fotos em que Maria da Graça Meneghel, a Xuxa, namorada do Rei desde 1981, aparecia nua nas páginas de Playboy. Xuxa, àquela altura, ultrapassara de longe a categoria de estrelinha em busca de popularidade, que exibia o corpo no Carnaval e surgia seminua ou despida em revistas, e se consolidava havia dois anos na TV como a apresentadora de programas infantis que se tornaria a “Rainha dos Baixinhos”.


Preocupada com sua nova imagem, Xuxa, que posara nua em cinco oportunidades para uma concorrente de Playboy de circulação menor, a extinta Ele & Ela, da Bloch Editores, não queria deixar rastros dessa fase de sua vida. Pelo que Setti entendeu da conversa, as fotos da revista dos Bloch já haviam retornado a suas mãos, já que ela era a grande atração da também já extinta Rede Manchete de Televisão, do mesmo grupo. (Xuxa iria se transferir no ano seguinte, 1986, para a Globo, onde trabalha até hoje. No mesmo ano terminaria seu longo caso com Pelé).

Apagar o passado de símbolo sexual 

A reunião na Editora Abril ia na mesma linha de apagar o passado da estrela como símbolo sexual. E Xuxa jogara pesado: enviara ninguém menos do que Pelé como seu emissário. A reunião fora acertada entre Pelé e o diretor de Redação na época, o quase legendário Mário Escobar de Andrade, que comandou direta ou indiretamente a revista desde pouco tempo após o lançamento, em 1975, até falecer de forma prematura em 1991. 

Depois de atravessar com paciência o torvelinho de assédio a que estava inteiramente acostumado há décadas, o Rei chegou à sala sem assessores ou advogados, acompanhado apenas de seu irmão, Jair Arantes de Nascimento, o Zoca, dois anos mais novo, que funcionava como uma espécie de assessor pessoal. Feitas as apresentações, todos se sentaram e, após alguns minutos de "small talk", Mário foi à luta. 

Xuxa e Pelé no coquetel oferecido à colônia brasileira
 em Nova York, no dia 27 de setembro de 1982
Sempre cativante e diplomático, como de seu feitio, Mário de Andrade começou elogiando Pelé pelo que representava para o Brasil e por sua simplicidade a despeito da fama, agradecendo o fato de ter vindo pessoalmente à Abril. Disse que a devolução das fotos era uma deferência especial a ele, Pelé, e também uma consideração para com Xuxa. 

Lá pelas tantas na conversa, Mário de Andrade introduziu espertamente um tema: Playboy completaria 10 anos de existência no mês de agosto daquele ano. Um perfil de Pelé em Nova York – onde ele vivia a maior parte do tempo, como executivo da Warner Communications – seria perfeito para a edição especial planejada. Pelé não poderia, em troca da gentileza da devolução das fotos, atender com especial atenção a um jornalista da publicação, “abrindo” sua vida de maneira mais livre do que costumava fazer com jornalistas?

Pelé aceita abrir sua vida para o editor Nirlando Beirão 

Pelé topou e Mário, rápido, já indicou quem iria procurá-lo: o editor Nirlando Beirão que, além de ser um dos melhores jornalistas do país já na época, era (e é) um gentleman impecável, diante de cuja inteligência, simpatia e magnetismo pessoal os entrevistados não costumavam resistir.

Xuxa na edição de 7º aniversário de "Playboy":
 "As fotos que Pelé quase proibiu"
O dr. Edgard, que pouco interveio durante o encontro porque, experiente, percebeu que as coisas andavam bem, diante do acerto amigável estendeu a Pelé minutas de contrato previamente preparadas para sacramentar a devolução das fotos, pelas quais o Rei se tornou responsável. Mário passou a Pelé um envelope com as fotos de Xuxa. 

Não era tanto material como muita gente poderia imaginar. Xuxa, na verdade, protagonizou apenas um único ensaio para Playboy, publicado na edição de 7º aniversário, em agosto de 1982, e ao lado da irmã Maruska. As chamadas de capa falavam em “Segredo de família” e “As fotos que Pelé quase proibiu”. Fotos desse ensaio, algumas inéditas, seriam depois republicadas, em diferentes edições. A última de todas seria um pôster na edição de 10º aniversário, concessão que Mário obteve de Pelé no finzinho da reunião. 

A reunião toda entre Pelé, Mário de Andrade e Edgard de Silvio Faria, presenciada por mim e por Zoca, não durou uma hora. Mário, por via das dúvidas, anotou todos os telefones de Pelé para passar a Nirlando. 

Feitas as despedidas, Mário e eu, em meio a novo alarido pelos corredores da Abril, acompanhamos Pelé até o térreo, onde um carro com motorista o esperava. 

Pelé em Nova York: um belo apartamento, casa em meio a milionários, um Cadillac com motorista, amigo de Robert Redford e Muhammad Ali 

O resultado da negociação, para Playboy, seria um perfil espetacular publicado na edição de 10º aniversário, em agosto de 1985, escrito por Nirlando Beirão sob o título “A Vida do Rei em Nova York”. 

Preciso contar a vocês, amigos do blog, um pouco do que contém essa matéria, diz Ricardo. 

Pelé para Nirlando: “Um dia desses, descendo para almoçar, acho que no Charley O’s da rua 48, com o Robert Redford, estávamos eu e ele na rua, e ele, de repente, espantado, me disse: ‘Fuck, man, how popular you are!’ Também pudera: eu já tinha dado uns dez autógrafos e ele, o Robert Redford, nenhum”. 

O grande ator era amigo e vizinho de escritório de Pelé — no mesmo prédio, no mesmo andar. 

Pelé para Nirlando: “A Jackie Kennedy me cumprimentou, e na mesma hora senti aqueles olhares em volta, como se o pessoal estivesse pensando: ‘Pô, o crioulo está com tudo’, e eu lá, pensando, ‘Ela nem é bonita, nem dá tesão’”. 

Pelé para Nirlando: “Estraçalhei o [cineasta Steven] Spielberg numa partida de tênis em East Hampton [paradisíaco reduto de milionários à beira-mar em Long Island, próximo a Nova York] ele não acerta uma bola…” 

Pelé para Nirlando: “Uma noite, indo jantar, eu e o [extraordinário campeão mundial dos pesos-pesados Muhammad] Ali (…). “Ele chorou na minha festa de despedida”. 

Vivia na Rua 54, esquina com a Segunda Avenida, num apartamento igualmente presenteado pela Warner, de dois salões e três quartos, para o qual se mudara seis anos antes, depois de separado da primeira mulher, Rose Cholby do Nascimento – processo penoso, caro e lento que levou dois anos para terminar. 

120 mil quilômetros viajados em 6 meses e 14 passaportes cheios de vistos

Para ter e dispor de tudo isso, o homem trabalhava duro, verificou Nirlando. Pelé a essa altura da vida passava sete meses no circuito Nova York-Europa e cinco meses fazendo do Brasil ponte para viagens. (No Brasil, possuía uma grande casa em Santos, sua cidade de adoção, cedida aos pais, uma casa e uma cobertura em São Paulo e a casa recém-inaugurada no Guarujá, litoral paulista, onde vive até hoje). 

Nem havia terminado aquele primeiro semestre de 1985 e o Atleta do Século já viajara 120 mil quilômetros de avião, em primeira classe, naturalmente, algo como 134 horas de voo. 

Do Brasil para Nova York e vice-versa inúmeras vezes, e de Nova York para Los Angeles, Tóquio (duas vezes), Frankfurt, Munique, Londres, Paris, Sidney (Austrália), Nairobi (Quênia), Kampala (Uganda), as ilhas caribenhas de Saint Thomas e Guadalupe, Assunção (Paraguai) e Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), com compromissos já agendados para países como a Arábia Saudita e, uma vez mais, a Austrália. 

Não é de estranhar que, àquela altura, já acumulasse 14 passaportes repletos de vistos e carimbos de entrada e de saída. Achava tempo, no entanto, para praticar judô e karatê. 

Quanto ganhava o Rei? Bom de drible, Pelé desconversou, mas deu pistas. “Uma nota”, reconheceu. “Mas não dá para calcular porque o forte é o que vem em royalties, faturamento de publicidade, de merchandising”. Calculava ter 50 pessoas trabalhando com ele na Warner, sem contar seus representantes pessoais em países como o Japão e a Inglaterra. Precursor em relação ao que enche os bolsos dos atletas de hoje, há 25 anos a gigante de alemã de artigos esportivos já havia lançado toda uma linha de chuteiras com seu nome. 

Xuxa era virgem quando se conheceram

Xuxa sentada no colo de Pelé, na residência
de Alfredo Saad, em janeiro de 1986
Naturalmente a conversa abordou o tema Xuxa. Pelé contou que a conheceu durante uma foto de capa para a falecida revista Manchete intitulada “Gaiola de Ouro”, abordando a recém-adquirida liberdade do Rei como homem solteiro. Posou com quatro modelos, entre as quais Xuxa e Luíza Brunet. Jogou seu olho comprido em direção a Luíza, convidou-a para ir a um show no Canecão e recebeu um fora: mesmo com 17 anos, a Brunet era casada. 

Mais tarde, sairia com Xuxa em um grupo, até que a convidou para uma festa na casa do empresário Alfredo Saad à qual precisou levar também os pais e o irmão da modelinho, então com 17 anos. 

Aí revelou a Nirlando um segredo até então bem guardado: Xuxa era virgem nessa época. Pelé não elaborou o assunto, mas deu a entender que só viria a namorá-la de fato tempos depois, quando havia uma amizade entre os dois e Xuxa se acostumara a procurá-lo, pessoalmente ou por telefone, para conversar e pedir conselhos. 

O fato é que a certa altura começou um namoro de celebridades que ocupou manchetes durante anos. Quando Nirlando entrevistou Pelé para o perfil, o casal estava junto há quase cinco anos. Mesmo assim, com grande naturalidade, Pelé, enquanto Xuxa estava no Brasil, mantinha seu intenso ritmo de relacionamentos breves com outras, com muitas mulheres. 

Como narrou Nirlando, em sua prosa elegante: “Pelé é um desbravador das noites, das louras vaporosas, dos amores secretos, das incansáveis badalações do jet set”…

É a vez de Xuxa falar. Depois da separação, ela considerava Pelé “pequeno”. 
E detestava o pé do Rei

Aquela reunião de 1985 de certa forma repercutiria 11 anos depois. Estando eu já na direção de Playboy, diz Setti, conseguimos para a edição de 21º aniversário, em agosto de 1996, uma rara, longa e reveladora entrevista de Xuxa – a segunda que ela concedia à revista. Conferimos a missão ao editor contribuinte Guilherme Cunha Pinto, amigo querido que infelizmente teria, como Mário de Andrade, morte súbita e prematura, antes de a entrevista ir às bancas. 

Nessa época já uma celebridade estelar, Xuxa, como não poderia deixar de ser, foi perguntada sobre Pelé. E mostrou-se claramente revoltada com o fato de o Rei haver revelado sua condição de virgem quando se conheceram. 

De todo modo, na entrevista de Xuxa a Guilherme Cunha Pinto em 1996 o tema veio à tona, junto com uma avaliação bastante rigorosa da estrela a respeito de seu namorado durante mais de cinco anos. 

Confira o trecho abaixo da conversa entre Xuxa e Guilherme Cunha Pinto:

PLAYBOY – Sabe uma impressão que fica? Que uma pessoa comum nunca vai ter chance com você. Pensando nos seus namorados, ou são celebridades, como Pelé e Ayton Senna, ou modelos de beleza, como esse rapaz [referia-se ao então modelo Luciano Szafir, que tempos mais tarde seria pai de sua filha, Sasha]. É isso? 

XUXA – Não, não é. As coisas simplesmente aconteceram. O encontro com o Pelé foi por acaso, a gente se conheceu numa fotografia que fui fazer. E no caso do Ayrton foi ele que buscou, de todas as maneiras, chegar perto de mim. Eu me apaixonei por duas figuras conhecidas, mas pode pintar qualquer pessoa. 

PLAYBOY – A aparência não é importante? Se não for um sujeito bonitão… 

XUXA – E tu acha o Pelé bonitão? 

PLAYBOY – [Confuso.] O Pelé? 

XUXA – Na época eu achava ele o máximo! Lindo. Mas já achava e continuo achando o pé dele horrível. O resto eu achava maravilhoso. Entendeu? 

PLAYBOY – Você não gosta dos pés do Pelé? 

XUXA – São horríveis. 

PLAYBOY – Aqueles pés que fizeram… 

XUXA – Horríveis. Parecem garras. 

PLAYBOY – Aqueles pés ganharam três Copas do Mundo! 

XUXA – Uma mulher que gosta de pé não pode olhar para o pé dele. 

PLAYBOY – Você deve ser a única pessoa do mundo que não admira os pés do Pelé. 

XUXA – Eu dizia para ele: “Se um dia tu arrumar uma namorada que tenha tara por pé, tu tem de ficar de meia”. Você não viu o pé dele [risos.] 

PLAYBOY – Você e o Pelé namoraram durante seis anos, no começo da sua carreira. Agora faz tempo que não se falam? 

XUXA – [Séria.] Eu não falo mais com ele. Faz tempo, já. 

PLAYBOY – Foi por causa da entrevista que ele deu para PLAYBOY três anos atrás? [Nessa entrevista, em meio a diversos outros comentário e afirmações sobre Xuxa, Pelé disse que ela teria revelado ser virgem quando os dois se conheceram, no início da década de 80. E que a teria aconselhado a “resolver esse problema” antes de se envolver com ele.] 

XUXA – Não. Foi por uma série de coisas que aconteceram. 

PLAYBOY – Mas e o que ele falou na entrevista? 

XUXA – O Pelé faz parte da minha história e eu faço parte da história dele, mas acho que isso era uma coisa que não deveria ser dita, porque se alguém teria de falar seria eu. Ficou uma coisa grotesca. E, já que ele resolveu falar, que falasse a verdade. Quando a gente se conheceu, ele não sabia que eu era – eu não me apresentava às pessoas e dizia: ”Olá, meu nome é Xuxa, eu sou virgem”. Eu era virgem, mas ele só foi descobrir depois, quando a gente já estava junto. 

PLAYBOY – Você teria dito, depois dessa entrevista do Pelé, que se por acaso se apaixonasse de novo por um rei, não seria um rei tão pequeno como ele. A raiva continua tão grande? 

XUXA – Vamos dizer assim: tive momentos bons e ruins com ele. Às vezes, a gente aprende muito mais errando. E eu aprendi muito com ele. Hoje, não poderia ficar com uma pessoa tão pequena. 

PLAYBOY – Pequena em que sentido, precisamente? 

XUXA – É aqui [apontando a cabeça.] Saem coisas que, às vezes, não dá para entender. Dá o microfone para ele falar, que você vai sentir, vai ouvir. Ele é pequeno. Mas faz parte, fez parte da minha vida. Não posso negar isso, nunca. 

PLAYBOY – Numa certa medida ele apresentou o mundo para você, não foi? 

XUXA – Ele me apresentou muita coisa. Muita coisa boa, também. Um ponto que o Pelé tinha de legal é que queria me ver crescendo profissionalmente. Mas talvez não soubesse que eu teria tantas oportunidades. Uma vez ele disse para mim: “Nunca queira ser a melhor. Porque é muito difícil ser o primeiro”. Quando eu quis sair da [extinta Rede] Manchete [de Televisão] para ir para a Globo, ele disse: “Não faça isso. Não queira. Você vai ter de provar que é a melhor todo dia”. Pois hoje posso dizer que é muito bom ser a melhor. Não gostaria de ser a segunda.